terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A nossa “depreflação” e o ajuste fiscal que não virá: a necessidade de um novo Plano Real

A nossa “depreflação” e o ajuste fiscal que não virá: a necessidade de um novo Plano Real: A solução para uma inflação de preços não é causar uma recessão. Colocar burocratas para manipular juros também não trará nada de positivo. Sim, equilibrar as contas do governo é importante e ajudaria enormemente na redução da carestia, mas não podemos simplesmente abrir mão de tudo e ficar esperando, de dedos cruzados, que o senhor Nelson Barbosa decida fazer isso. A situação é urgente. Esperar que a recessão reduza a inflação é simplesmente esperar por mais inflação em um ambiente que periga se degenerar em uma séria depressão. Estamos à beira de uma depreflação. Igualmente, esperar que haja ajuste fiscal em um cenário de paralisia política -- que vai se confirmando duradoura -- é masoquismo. Até lá, muitos mais sofrerão com a perda do poder de compra da moeda e a consequente queda no padrão de vida.

O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década

O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década: Não, não foi a China. A China ajudou, é claro, mas a China nem de longe explica toda a nossa economia. O forte crescimento econômico da China durante toda a década de 2000 de fato fez com que aquele país se tornasse um voraz e insaciável consumidor do minério de ferro e da soja produzidos no Brasil. Tal fenômeno explica, e muito, os bons resultados obtidos no Brasil pelo setor da mineração e da soja, bem como os bons resultados de todas as cadeias produtivas associadas aos setores da mineração e da soja, como o de maquinário agrícola e de caminhões. Mas nem de longe a China explica toda a economia brasileira. Para se ter uma ideia, de tudo o que o Brasil exporta para a China, os produtos manufaturados não chegam nem a 5%. Isso significa, por exemplo, que a indústria brasileira -- que cresceu forte no período 2004 a 2011, e entrou em retração em 2012 -- nem de longe tem a China como principal cliente. Os setores de maquinário agrícola (para a colheita da soja), de maquinário pesado (para as mineradoras) e de caminhões (para fazer o transporte da soja e do minério) de fato se beneficiam da expansão chinesa, mas estes setores não explicam toda a economia brasileira. Ademais, a participação das exportações na economia brasileira é ínfima, não chegando nem a 12% do PIB. Tal valor só é maior que Afeganistão, Burundi, Sudão, República Centro-Africana e Kiribati. A média global é de 29,8% do PIB. Ou seja, não foi a China.

Qual o valor “correto” do câmbio? Sim, é possível estimar

Qual o valor “correto” do câmbio? Sim, é possível estimar: André Perfeito é o economista-chefe da Gradual Investimentos. Como ele constantemente está fornecendo opiniões a jornais e portais econômicos, ele é relativamente importante no meio econômico. Perfeito é keynesiano. E desenvolvimentista. Dificilmente essa combinação gera idéias positivas para a humanidade.Em seu perfil no Facebook, Perfeito escreveu que a taxa de câmbio de equilíbrio para o Brasil seria o dólar a -- está sentado? -- R$ 6,70. Sim, segundo Perfeito, o valor correto do dólar seria o de astronômicos R$ 6,70. Ele está correto? Ele está razoavelmente correto? Ou está muito errado?

Conselho a Meirelles: feche o BNDES e acabe com suas quatro consequências nefastas

Conselho a Meirelles: feche o BNDES e acabe com suas quatro consequências nefastas: Hora de provar que ele realmente é durão Henrique Meirelles pode resolver seus três problemas -- controlar os gastos, estancar o crescimento da dívida pública e até mesmo reduzi-la -- com uma só medida. Ao fechar o BNDES, ele irá, no longo prazo, impor uma maior disciplina aos gastos do governo e estancar o crescimento da dívida. E, para reduzir a dívida, ele não tem de recriar a CPMF e nem nenhum imposto transitório: basta ele exigir que as grandes empresas que foram privilegiadas com empréstimos subsidiados do BNDES -- imorais por todos os motivos descrito neste artigo, mas principalmente porque pagos pelos cidadãos brasileiros -- devolvam o dinheiro. Só com o PSI foram gastos R$ 362 bilhões em empréstimos. Dinheiro do povo jogado fora. Por que somos nós que agora temos de arcar com essa fatura? As empresas privilegiadas -- que majoritariamente fizeram obras no exterior com esse dinheiro -- que se virem para devolver o esbulho. E observe que isso seria apenas a devolução do principal. Nem se está considerando os juros. Tal quantia faria maravilhas em reduzir a dívida pública, que é a intenção declarada de Meirelles.

Mises Brasil - Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

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Mises Brasil - Surpresa! Desde o real, preços regulados pelo governo subiram muito mais que os preços de mercado

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